Escovando os dentes

De 01/11/2016Blog, Vida Cristã

Eu me lembro de quando era criança e, nas férias, ia pra acampamentos longe dos meus pais… Eu amava! Amava principalmente o fato de que não tinha ninguém pra me mandar escovar os dentes! Sabe como é, nenhuma criança gosta de tomar banho, escovar os dentes, se alimentar bem, dormir cedo etc. Na verdade, a única coisa de que eu não gostava era escovar os dentes, aí eu aproveitava esses acampamentos pra viver minha “liberdade”.

Eu achava o máximo não escovar os dentes (no máximo, só o fazia pela manhã, ao me levantar) e, pior, achava o máximo contar isso pra todo mundo! Exatamente… Eu estufava bem o peito e me sentia a maioral quando falava aos quatro ventos: “Eu passo a semana nesse acampamento e não escovo os dentes nenhum dia!” As pessoas me olhavam com uma cara de incredulidade e até mesmo nojo, mas eu não estava nem aí!

É claro que essa fase passou e, graças a Deus, meus dentes são muito bem cuidados. Mas olho pra trás e vejo como fui burra de me apegar a algo que só me prejudicava (no caso, minha saúde bucal) e afastava as pessoas de mim (eu até podia achar que não tinha bafo, mas é claro que todos sentiam)!

Na nossa vida não é diferente, não é mesmo? Facilmente escolhemos nos apegar a algo que é declaradamente contra a Bíblia, porque não queremos mudar… Queremos que a Bíblia se ajuste ao nosso pecado, à nossa forma de viver e com isso nos prejudicamos, pois nossa saúde espiritual fica fraca; e, ainda por cima, afastamos de nós pessoas que tanto nos amam e querem nos ajudar!

Eu não escovava os dentes porque queria me sentir livre, mas que liberdade é essa que me prejudica e me afasta de quem amo? Se isso é liberdade, prefiro estar presa, ser escrava de Cristo!

Claro que precisei crescer e amadurecer para entender a importância de escovar os dentes e na vida espiritual também é assim: precisamos crescer e amadurecer, para entender certos conceitos bíblicos e aceitar a vontade de Deus pras nossas vidas!

Crescimento e amadurecimento são coisas opcionais em nossas vidas, então, que possamos optar por elas bem depressa, por nós mesmos e pelos outros!

 

Alyne Romeiro