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Vida Cristã

Sobre aprender e descansar

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Te convido a meditar um pouco sobre duas passagens da vida de Pedro. Veremos uma diferença bem evidente.

 


 

A primeira passagem está em Mt 8.23-27. Os discípulos estão no barco com Jesus, logo após terem sido testemunhas de um milagre. De repente uma forte tempestade os atingiu! Como pescadores experientes que eram, podemos deduzir que pelo desespero deles essa tempestade foi realmente forte!

O versículo 24 nos diz que eles encontraram Jesus dormindo, e isso de certa maneira os irritou. “Como o Senhor pode dormir enquanto morremos?!”.

Jesus faz o milagre de acalmar a tempestade e a lição foi que não deveriam temer circunstâncias externas, Ele tinha poder até sobre os ventos e o mar, por isso podia dormir.

Certamente isso foi muito marcante pra Pedro.

Passou-se muito tempo. Jesus morreu, ressuscitou, subiu aos Céus, o Espírito foi derramado, a Igreja começou e Pedro já tinha tido muitas experiências como um dos líderes da Igreja em Jerusalém.

Agora a segunda passagem que está em Atos 12.1-19. Nessa ocasião Pedro está preso por causa do Evangelho. Herodes tinha matado Tiago, e isso agradou os judeus, então ele pretendia fazer o mesmo com Pedro. Prendeu-o e ele seria julgado no dia seguinte. Certamente condenado à morte.

Veja o versículo 6: “Na noite anterior ao dia em que Herodes iria submetê-lo a julgamento, Pedro estava dormindo entre dois soldados…”.
Como pode alguém dormir sabendo que seria sentenciado à morte no dia seguinte?! E não apenas dormindo, era um sono pesado pois o versículo 7 diz que não bastou a aparição e a luz forte, o anjo precisou cutucar Pedro para que ele acordasse!

Pedro aprendeu aquela lição que o Mestre ensinou dormindo no meio de uma tempestade. Também passamos por situações assim. Podemos nos lembrar de experiências anteriores e atestar que poderíamos ter descansado ao invés de nos desesperar. Vejamos também experiências de homens e mulheres registradas na Bíblia ou ao longo da história da Igreja, a conclusão que chegamos é que nunca alguém se arrependeu de descansar em Jesus!

Pedro cantaria com muito entusiasmo aquele hino escrito no séc.XIX:

“As ondas atendem ao meu mandar: Sossegai!

Seja o encapelado mar, a ira dos homens, o gênio do mal:

Tais águas não podem a nau tragar, que leva o Senhor, Rei do Céu e mar,

Pois todos ouvem o meu mandar: – Sossegai, sossegai!

Convosco estou para vos salvar: Sim, sossegai!”

Doni Borçatto

“Porque morrerás e não viverás. ”

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Texto base: Isaías 38.1-21


O capítulo citado trata da enfermidade que acometeu o rei Ezequias, rei de Judá, um homem extremamente zeloso com o Deus que servia. A Bíblia diz que “depois dele não houve semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. ” (2 Rs 18.5). Para termos uma ideia da determinação e postura de Ezequias, foi ele quem reparou e purificou o templo, restabeleceu a celebração da Páscoa e combateu com firmeza a idolatria e paganismo entre o povo, inclusive, mandando destruir a serpente de bronze que Moisés fizera (Nm 21.6-9), pois estava servindo de objeto de idolatria pelos judeus.

Analisando superficialmente, podemos achar que a atitude dele foi normal e teríamos feito a mesma coisa, mas pense um pouco: Ezequias mandou destruir um objeto feito segundo a ordem do Senhor, por um dos profetas mais respeitados pelo povo, e que estava sendo adorado por diversas pessoas naqueles dias. Acho que isso requer muita coragem e conhecimento de Deus, não?

Pois apesar de seu histórico, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal (provavelmente um tipo de câncer, segundo alguns estudiosos), e Deus manda o profeta Isaías ir até ele e dizer:

“Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás. ” (Is 38.1)

Duras palavras…se receber essa sentença de um médico já é algo difícil e doloroso, imagine receber do próprio Deus? O que fazer? A quem recorrer, se aquele que tem a soberania sobre tudo já determinou o seu fim?

No entanto, vivemos as nossas vidas sem perceber algo muito importante: todos nós já recebemos a mesma sentença. E caso Jesus Cristo não volte antes, estamos destinados ao mesmo fim.

Cada um de nós terá o seu dia derradeiro, e não sabemos se será hoje, amanhã ou daqui a 50 anos. O fato é que podemos estar diante do Criador quando menos esperamos. A cada dia, diminuímos o dia desse encontro, e para alguns, o tempo do que foi feito já é maior do que aquilo que ainda se pode fazer.

E como tem sido os nossos preparativos para esse momento? E se o profeta chegasse diante de você agora e dissesse “põe em ordem a tua casa, porque morrerás”?

Será que poderíamos dizer a ele: “minha casa está em ordem, posso ir agora”?

Será que lembraríamos dos nossos últimos dias com tranquilidade, sabendo que andamos com retidão e temor?

Será que olharíamos nosso ministério, e iríamos sorrir satisfeitos com tudo o que fizemos?

Sabemos que nossos dias são agitados, e fazemos diversos planos para o futuro. Imaginamos aonde queremos estar daqui a 10 anos, o que queremos comprar ano que vem, aonde iremos no próximo fim-de-semana. Evidentemente, não pretendo criticar aqueles que planejam os seus próximos passos, até porque também faço isso, e é algo absolutamente prudente de nossa parte. Mas será que nessa vida que vivemos, em meio a toda correria, temos absoluta certeza que nossa casa está em ordem?

Escrevendo o texto, me lembrei de pessoas que falei de Cristo em algumas oportunidades, e que ainda não o aceitaram. Lembrei de coisas que pretendia fazer quando me converti, e que ainda não fiz. Talvez seja a hora de retomar e fazer aquilo que Deus já havia colocado em meu coração, e que por uma ou outra razão, ainda não as fiz. E você, também tem algo por fazer?

Na história de Ezequias, ele chorou e orou, e o Senhor acrescentou a ele 15 anos de vida. Mas até esse acréscimo só foi feito pela fidelidade e inteireza de coração que o rei andava diante de Deus, conforme o texto relata em Isaías 38:3. Se não fosse por isso, com certeza Deus não teria atendido a sua oração e prolongado os seus dias.

Para finalizar, cito uma música de uma banda muito conhecida, que ilustra bem a mensagem desse texto e resume como deveria ser a nossa postura:

“Viver cada dia como seu eu estivesse às vésperas da tua volta”.

Depois de tudo – Banda Resgate (Álbum: Ainda não é o último).

Nele vivemos, nos movemos e existimos.

 

 

Leandro M. Sawada

REAÇÕES QUE GLORIFICAM A DEUS

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O final do capítulo 3 de Habacuque é a passagem mais conhecida do livro, e geralmente as pessoas não sabem do conflito teológico e pessoal que o profeta (do reino do sul) passou para poder fazer essa oração com convicção.

Sabemos que pra cada situação na nossa vida Deus tem um propósito. Mesmo sabendo disso, quando estamos diante de uma circunstância ruim tendemos a reagir mal. Circunstâncias ruins sempre acontecem, até para que sempre tenhamos em mente que nosso descanso não é aqui. Apesar disso, as nossas reações perante essas situações dizem muito a nosso respeito. Então como agir nesses momentos decisivos e (na maioria das vezes) de angústia? 

 

MÃOS – “Quando estou angustiado, busco o Senhor; de noite estendo as mãos sem cessar; a minha alma está inconsolável!” (Salmos 77.2).

 

A primeira coisa que costumamos usar é a boca. Reclamar, amaldiçoar, questionar, filosofar, criar teorias, explicações “razoáveis” etc… Mas eu entendo que a minha primeira atitude deve ser com as mãos. Deve ser levantá-las em sinal de busca, porque precisamos “tirar a nossa mão” dos nossos problemas, ali é o lugar da mão de Deus, não a nossa.

Nesses momentos, vamos simplesmente estender as mãos e buscar a orientação do Senhor, ficar em comunhão com Ele e atentos porque Ele vai responder.

 

Então aí você deve abrir seus…

 

OUVIDOS – “Mas o meu povo não quis ouvir-me; Israel não quis obedecer-me. Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos. Se o meu povo apenas me ouvisse, se Israel seguisse os meus caminhos, com rapidez eu subjugaria os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários! Os que odeiam o Senhor se renderiam diante dele, e receberiam um castigo perpétuo. Mas eu sustentaria Israel com o melhor trigo, e com o mel da rocha eu o satisfaria.” (Salmos 81.11-16)

Como a gente sofre por não saber ouvir! Se apenas ouvíssemos…

Sejamos realistas: dificilmente você vai escutar uma voz que te diga o que fazer, então aí podemos compreender porque ouvir o Senhor é tão difícil: Porque é um ato de fé! Deus fala de muitas maneiras, através de pessoas, de circunstâncias, de um louvor… mas quer saber como e onde você pode ouvir o Senhor sem medo de errar? Na Palavra dEle através da orientação do Espírito Santo. Se você não lê a Bíblia você está buscando um Deus que você nem conhece! Lendo a Palavra você passa a conhecer a vontade absoluta de Deus aí você vai saber nas situações cotidianas quando a voz é do Senhor ou não, isso será a sua base pra tomar as decisões específicas da sua vida, será a voz de Deus falando com você. O relacionamento com o Espírito Santo também vai confirmar o que as Escrituras nos orientam a fazer.

 

Depois de ouvir e reconhecer a voz dEle, devemos caminhar na direção que Ele apontar, usando os…

 

PÉS – “Dirige os meus passos, conforme a tua palavra…” (Salmos 119.133a)

 
Outro erro é que até chegamos ao ponto de ouvir a voz de Deus, até sabemos qual é a vontade dEle, mas andar conforme ela é difícil, demanda mais fé ainda! O caminho que a voz indica quase nunca é o mais confortável e muito menos o mais fácil de seguir, por isso que nessa fase tudo o que você tem que usar são os pés. Você deve só andar. Se você usar os olhos, vai desfalecer porque vai enxergar o lógico, e Deus não é muito fã da lógica humana. Então, sabendo qual o caminho a tomar, ande! E não hesite.

 

Abra bem os seus…

 

OLHOS – “Pois ele me livrou de todas as minhas angústias, e os meus olhos contemplaram a derrota dos meus inimigos.” (Salmos 54.7)

Use seus olhos na hora certa, somente pra ver o que Deus fez por você. Veja como valeu a pena erguer as mãos em sinal de busca, como foi sábio dar ouvidos à voz de Deus, veja como foi decisivo caminhar conforme a Palavra.

A função dos olhos aqui é enxergar o que Deus fez, e como o método dEle foi melhor!

 

Usar os olhos vai gerar gratidão no seu coração, aí você abre muito a sua…

 

BOCA – “Do teu louvor transborda a minha boca, que o tempo todo proclama o teu esplendor.” (Salmos 71.8)

Se confiarmos em Deus, a boca fica pro fim. Para o louvor, gratidão, testemunho.

 

 

É uma reflexão simples, não tem nada de muito extraordinário nisso.

Que as circunstâncias difíceis da nossa vida possam trazer glória pra Deus!

 

Doni Borçatto

Deus, em Sua graça e misericórdia, por meio de Cristo, quer nos transformar

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Há alguns meses, cheguei em casa e encontrei minha esposa acompanhando um jornal de fim de tarde. Como ainda devia resolver algumas tarefas do trabalho, me sentei à mesa, porém observando o conteúdo veiculado pelo programa.

Tratava-se de uma matéria documental sobre homens que haviam cometido brutais crimes sexuais no Brasil, o que, certamente, é lamentável. Ao término da reportagem, quando a condução do programa foi retomada pelos jornalistas do estúdio, um deles, em seu comentário sobre a matéria, afirmou que a barbaridade de tais atos está irremediavelmente impressa no caráter e comportamento daqueles que os cometeram. Seu colega, por sua vez, declarou categoricamente que, com comprovação científica e respaldo da psicologia forense, a natureza criminosa de um estuprador é intratável e, palavras dele, “não tem jeito. Uma vez estuprador, sempre estuprador”.

Ao ouvir comentários feitos com tanta firmeza e segurança, meu coração se encheu de tamanha alegria do Espírito Santo que acabei por interromper a fala dos jornalistas e disse à minha esposa: “Deus tem jeito pra eles! O Senhor tem solução pra eles!”.

A Bíblia é enfática ao apresentar o estado de degradação moral da humanidade e a universalidade do pecado (1 Rs 8.46; Sl 143.2; Pv 20.9; Rm 3.9-18,22,23; 7.5,14; Ef 2.1-3), contudo, também nos revela de modo solene o plano de salvação de Deus em Cristo e seu imutável interesse na justificação e transformação do ser humano:

“De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios.” (Rm 5.6).

“Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos.” (Ef 2.4,5).

“Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de seus pecados.” (Is 43.25).

“Contudo, aos que O receberam, aos que creram em Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.” (Jo 1.12,13).

“Se, porém, andamos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 Jo 1.7).

Sabemos, portanto, que o nosso Deus, o Pai amoroso e misericordioso, é capaz de restaurar e transformar a moralidade do homem caído e pecador.

Ele não está sujeito aos limites estabelecidos pela ciência e suas diversas ramificações, pois Ele próprio determinou todas as leis por meio das quais governa o Universo, sendo estas subordinadas às Suas vontades e interesses (Dn 2.20-22).

Ele é poderoso para mudar vidas de pessoas tristes, oprimidas, deprimidas, fracassadas e doentes, espiritual, moral e fisicamente.

Oremos e trabalhemos para que cada vez mais pessoas sejam alcançadas pela verdade do evangelho e tenham um encontro pessoal com Cristo!

“Pois nada é impossível para Deus.” (Lc 1.37).

Davi Cardoso

3 pilares do relacionamento do cristão com o Senhor

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Texto-base: 1 Cr 16.8-12


“Deus jamais foi visto por alguém”, escreveu o apóstolo João (Jo 1.18). O texto indica, portanto, que homem algum é capaz de conhecer a Divindade em sua plenitude, sua totalidade, sem que desfaleça (Êx 33.20). No entanto, o mesmo versículo nos consola ao anunciar que Cristo, o Verbo encarnado, revelou o Pai e Seu amor incomparável à toda humanidade.

Ainda que não compreendamos totalmente Sua natureza (Jó 11.7), somos encorajados pela Palavra a empregar esforços para conhecer o Senhor (Os 6.3). O texto-base, 1 Cr 16.8-12, apresenta três pilares da conduta do cristão em seu relacionamento com Deus, por meio dos quais O reconhece como:

  • O alvo de sua adoração e celebração;
  • A fonte de sua alegria, força, socorro e esperança;
  • O conteúdo de sua mensagem ao mundo.

O alvo da sua adoração e celebração

Existem essencialmente dois papéis em um culto: adorado e adorador. Nós, cristãos, somos adoradores, enquanto o Senhor é o adorado.

Ao nos reunirmos para celebrar, nosso objetivo não pode ser outro senão enaltecer a majestade e perfeição do eterno Deus, nosso Pai. Quando percebemos que temos nos afastado deste princípio, devemos refletir a respeito de nossa conduta e, pedindo graça ao Senhor para praticar genuína atitude de adoração, nos aproximarmos dEle com confiança (Hb 4.15,16).

A fonte de sua alegria, força, socorro e esperança

O Senhor é o sustentador da vida, quaisquer que sejam as formas pelas quais ela se manifeste (Dn 5.23; At 17.28; Hb 1.3). Sendo sustentador, Ele é, por consequência, provedor, conhecendo plena e perfeitamente nossas necessidades espirituais, emocionais e físicas (Mt 6.33; Fp 4.19). Quando sentimos carência de algo, busquemos a face do Senhor, pois Ele é a fonte de tudo que é bom (Tg 1.17). Ele e Sua obra nos alegram (Sl 126; Rm 15.13; Fp 4.4), Ele é a nossa força (Sl 60.12), dEle vem nosso socorro (2 Cr 20.20) e Ele é a nossa esperança (1 Tm 1.1).

O conteúdo de sua mensagem ao mundo

Nos registros da Lei, é notável o interesse do Senhor de que os milagres testemunhados pelo povo israelita, bem como as ordenanças que este havia recebido de Deus, fossem transmitidos à sua descendência (Êx 12.14,25-27; 13.8-10). Nós, cristãos, também fomos comissionados a anunciar ao mundo as boas novas de salvação reveladas por Cristo e consumadas na cruz, ensinando acerca de Deus e Seus grandiosos feitos (Mt 28.18-20; Lc 9.1-2; 10.1-3,8-11; At 2.22-41; 2 Tm 4.2). Ao falar, o cristão deve representar os interesses de Deus, pois é Seu embaixador (2 Co 5.20).

Conclusão

Refletir sobre esse cântico, que também pode ser lido em Sl 105, nos maravilha, pois demonstra que, quando olhamos para o alto, vemos o Senhor entronizado, então, O adoramos. Nos voltamos para os fundamentos de nossa vida e, percebendo que Ele a sustenta, somos consolados e nos rendemos em gratidão. Por fim, quando falamos, sentimos Seu amor e compaixão fluir através de nós e somos renovados pela Sua presença em nosso interior.

 

“Pois dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre!

Amém.” (Rm 11.36).

 

Davi Cardoso