Categoria

Vida Cristã

rede

Serviço

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.”

1 Pedro 4:10 (NVI)

 

Algo que o secularismo tem usado para tentar impedir que os crentes professem a verdadeira fé é a relativização da religião. Há alguns em nosso meio que chegam a dizer que a religião não deve afetar certos aspectos da vida, como, por exemplo, o trabalho; outros, porém, enxergam a religião como uma série de obrigações que devem ser cumpridas para que possam adquirir bênçãos. Entretanto, a verdade é que, o cristianismo consiste num modo de vida radical taxado pelo mundo de loucura, como afirmou o apóstolo Paulo; com efeito, deixamos que um livro antigo nos diga como devamos agir e seguir um ser humano de dois mil anos que se auto denomina o Deus absoluto, único digno de adoração, e mais, dizemos que somos livres quando nos tornamos escravos dEle. Sim, os cristãos agem dessa forma distinta do resto do mundo.

E é justamente sobre ser escravo, que quero elucidar hoje. Algumas de nossas traduções trazem o termo grego doulou traduzido como servo, porém a palavra tem um significado original mais profundo que isso, isto é, escravo que transcreve bem o significado do sentido do texto no seu contexto, pois fomos comprados pelo sangue precioso de Jesus Cristo para servirmos ao nosso Senhor, para sua honra e glória.

Mas não podemos falar de serviço sem, entretanto, falar primeiro do nosso relacionamento com Deus, pois se de fato temos um relacionamento verdadeiro com o Pai, por meio de Jesus Cristo, o Espírito Santo, por sua vez, opera em nós, tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13), mnos santificando para parecermos cada vez mais com o Senhor (Rm 8:29), porém a santificação necessita da nossa cooperação.

Partindo, então, do princípio de se parecer com Cristo, que é a santificação: Cristo se esvaziou e se tornou servo, e ainda foi obediente (Fp 2:7-8). Há maior exemplo para nós senão o do Soberano Deus servindo aqui na Terra? E à semelhança de que Ele é Filho de Deus, fomos feitos filhos também, adotados segundo a misericórdia do Senhor (Rm 8:15-16), portanto, somos família de Deus, e, como família, devemos crescer e permanecer unidos, pois essa união se expressa na analogia que a Bíblia faz, a saber, chamar a Igreja de Corpo de Cristo, mque possuem muitos membros, unidos, mas cada um com sua função. Portanto, uma das prioridades do serviço do crente deve ser sua congregação, que é a família da fé. Pessoas vêm à igreja se perguntando se o louvor é bom, se tem profecia, ou seja, querem saber como elas podem ser servidas, mas não se importam em saber se a congregação segue de fato a Palavra, e muito menos querem saber de servir. Para a Igreja local, o Espírito Santo capacita os membros para que a edificação possa acontecer entre os membros, para isso Cristo subiu aos céus e deu dons aos homens (Ef 4:8).

Encontramos em 1 Coríntios 12 os dons que Deus dá para a edificação da igreja, em Efésios 4:11-15 os dons ministeriais para aperfeiçoamento dos santos e em Romanos 12:4-8 os dons para manutenção do Corpo, e todos eles precisam estar acompanhados de amor para que sejam utilizados da maneira correta, pois os dons sempre devem ser usados em prol do coletivo e para a igreja. Aquele que verdadeiramente segue a Cristo anseia ser usado pelo Espírito, para a edificação da Igreja, e é necessário que cada um sirva com o dom que lhe é dado, aquele que não serve acaba defasando o Corpo e fazendo o outro trabalhar muito mais, assim como em qualquer outro grupo organizado, o membro acaba sendo, portanto, injusto e demonstrando cada vez menos amor pelo irmão, contrariando quando Paulo diz para buscar dons mais excelentes (1Co 12:31; 14:1, 39).

Até aqui vimos que o cristão deve, primeiramente, entender que, deve professar a verdadeira fé e reconhecer que faz parte da Igreja, a família de Deus, que existe para Seu louvor e glória. Para isso, antes de buscar os dons do Espírito para a edificação, é necessário que se busque o conhecimento da Palavra de Deus, pois a Escritura detém a autoridade máxima, já que é ela que revela a vontade de Deus aos homens e possui o parâmetro para julgarmos todas as coisas, tanto dos dons espirituais quanto o nosso caráter. Por isso, uma igreja saudável tem a Palavra de Deus como central em sua vida e deve ser ministrada por todos os membros (Cl 3:16), esse é o sacerdócio universal dos santos ensinado pelo Apóstolo Pedro (1Pe 2:5,9). Sim, somos sacerdotes, pois através de nosso sumo sacerdote, Jesus Cristo, temos acesso a Deus, e por meio de Sua Palavra podemos ministrar uns aos outros, por meio da doutrina, oração e louvores.

Com a Palavra de Cristo sendo abundante em nosso ser, podemos estar aptos para sermos bons obreiros (2Tm 2:15), assim conseguindo servir também fora da igreja. Em Colossenses 3, logo após falar da importância da Palavra, o Apóstolo Paulo fala do relacionamento na família de sangue, pois a Palavra deve instruir os filhos e os pais através da pregação do evangelho, o mesmo deve ocorrer em nosso trabalho, e mais – as pessoas do mundo inteiro precisam ouvir o evangelho.  Aqui entra outro ponto importante: a pregação do evangelho deve ser central na vida da igreja, para espalhar as boas novas, pois para isso a Igreja foi criada, a fim de constituir a família de Deus, onde mais filhos serão adotados.

É pela pregação do evangelho que se anuncia as boas novas. A carta de Tiago mostra um ponto importante a ser frisado, a saber, ela apresenta que nossa fé sem obras é morta. Ela trata das boas obras, do amor fraternal entre irmãos e da hospitalidade para com os órfãos e as viúvas, em outras palavras, os necessitados; essa disposição é marca de nossa santificação em Cristo.

Concluindo a nossa reflexão, vemos que o cristão deve fazer com que a Palavra de Deus esteja firme em sua vida, para que ele possa estar apto a ministrar o seu lar e, como Igreja, fazer o possível para permanecer unido à seus irmãos, exercendo os dons e as boas obras, pregando o evangelho para cumprir o fim último que é, dar honra e glória ao Deus Todo Poderoso.

 

 

Lynecker Santos

aviao-acidente-simbolo-chapecoense-sul-americana-1480401044963_615x300

Estamos preparados?

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

Uma chamada a reflexão


A caminho do velório do Dr. Russel Shedd, refletindo  um pouco sobre a vida e o legado desse pastor, lembrei-me da última vez em que estive com ele em sua casa, no dia de seu 87º aniversário (10/11/2016). Ali com outros pastores celebramos a Ceia do Senhor e pudemos desfrutar alguns momentos com aquele  homem  que dedicou sua vida inteira em prol do Reino do Senhor e agora sentia-se como que “desmamando desse mundo e pronto para subir”.

Russel Shedd esperou a vida inteira por aquele momento,  se preparou para ter o encontro com o seu tão doce e amado Jesus.

Como foi lindo ver e ouvir testemunhos de tantas pessoas que foram influenciadas direta ou indiretamente por esse servo do Senhor que tanto fez pelo evangelho.

Um legado que jamais será esquecido.

Por outro lado, em todos os canais de comunicação, o assunto era a  tragédia com o avião que transportava o time da Chapecoense na Colômbia.

Um time que se preparou para o “jogo da vida deles”.

Jovens com idade média de 25 anos aproximadamente, com sonhos, projetos, planos, vida.

Jamais imaginaram o que estaria para acontecer.

Prepararam-se para a disputa de um título de futebol. Jamais imaginaram a morte.

Nesse momento, lembrei-me do texto de Eclesiastes 7.2-4.

Quando estamos diante do luto, percebemos que um dia chegará a nossa vez. Pensamos em fazer melhor, em ser melhor.

Na tristeza muitas vezes, buscamos nos aproximar mais do Senhor.

Na alegria, muitas vezes O esquecemos (Lc 15.11-32).

Será que temos nos preparado para a morte?

E se estamos, para que estamos?

Será que aguardamos por esse dia para nos encontrarmos com Cristo?

A vida passa muito rápido, e o que  estamos fazendo dela?

É melhor viver com a perspectiva da certeza da morte do que desperdiçar a vida com frivolidades vazias.

Como Pastor do Ministério de Jovens da Igreja Cristã da Trindade e pai de três filhos, tenho me preocupado com o que tem sido relevante em suas vidas.

Para muitos jovens e em todas as partes a igreja tornou-se  um point, um clube.

Ser cristão deixou de ser um estilo de vida. O evangelho deixou de ser relevante.

E exatamente esse pensamento que temos tentado excluir das mentes e corações de nossos jovens, nossos filhos.

Vive-se  para tudo, mesmo quando esse tudo é  exatamente  nada!

Fomos chamados para pregar o evangelho em tempo e fora de tempo. O “ide” continua sendo para todos nós (2Tm 4.2; Mc 16.15) e o que estamos fazendo……..estudando para ganharmos respeito, ganharmos disputas, quando deveríamos estar gastando nossa vida na prática e  pregação do evangelho (Tg 1.22-24; 1Pe 3.15; 2Tm 2.24-26).

A vida passa muito rápido. Não perca seu tempo.

Prepare-se para encontrar-se com Cristo (2Tm 4.6-8).

Reflita sobre o que é relevante em sua vida e lembre-se de colocar o Senhor Jesus Cristo em primeiro lugar.

Não seja um Jonas fugindo do seu chamado (Jn 1.3).

Invista a sua vida no que vale a pena. Invista sua vida no Reino do Senhor.

 

“A nossa forma de viver neste mundo deve se inspirar no mundo vindouro. Se a revelação bíblica é verdadeira podemos ter segurança que os “Lázaros” estarão muito melhor, daqui a cem anos, do que os “ricos” bem-sucedidos que ganharam muito respeito neste mundo“.
Russell Shedd

 

Oramos ao Senhor para que conforte a família Shedd e as famílias das vitimas da tragédia na Colômbia.

 

Que Deus nos ajude

Pr. André Enrique
p.andre@ictrindade.com.br

crianca-escovando-os-dentes

Escovando os dentes

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

Eu me lembro de quando era criança e, nas férias, ia pra acampamentos longe dos meus pais… Eu amava! Amava principalmente o fato de que não tinha ninguém pra me mandar escovar os dentes! Sabe como é, nenhuma criança gosta de tomar banho, escovar os dentes, se alimentar bem, dormir cedo etc. Na verdade, a única coisa de que eu não gostava era escovar os dentes, aí eu aproveitava esses acampamentos pra viver minha “liberdade”.

Eu achava o máximo não escovar os dentes (no máximo, só o fazia pela manhã, ao me levantar) e, pior, achava o máximo contar isso pra todo mundo! Exatamente… Eu estufava bem o peito e me sentia a maioral quando falava aos quatro ventos: “Eu passo a semana nesse acampamento e não escovo os dentes nenhum dia!” As pessoas me olhavam com uma cara de incredulidade e até mesmo nojo, mas eu não estava nem aí!

É claro que essa fase passou e, graças a Deus, meus dentes são muito bem cuidados. Mas olho pra trás e vejo como fui burra de me apegar a algo que só me prejudicava (no caso, minha saúde bucal) e afastava as pessoas de mim (eu até podia achar que não tinha bafo, mas é claro que todos sentiam)!

Na nossa vida não é diferente, não é mesmo? Facilmente escolhemos nos apegar a algo que é declaradamente contra a Bíblia, porque não queremos mudar… Queremos que a Bíblia se ajuste ao nosso pecado, à nossa forma de viver e com isso nos prejudicamos, pois nossa saúde espiritual fica fraca; e, ainda por cima, afastamos de nós pessoas que tanto nos amam e querem nos ajudar!

Eu não escovava os dentes porque queria me sentir livre, mas que liberdade é essa que me prejudica e me afasta de quem amo? Se isso é liberdade, prefiro estar presa, ser escrava de Cristo!

Claro que precisei crescer e amadurecer para entender a importância de escovar os dentes e na vida espiritual também é assim: precisamos crescer e amadurecer, para entender certos conceitos bíblicos e aceitar a vontade de Deus pras nossas vidas!

Crescimento e amadurecimento são coisas opcionais em nossas vidas, então, que possamos optar por elas bem depressa, por nós mesmos e pelos outros!

 

Alyne Romeiro

0-3oszy9z0_mutstvy

Aceitação ou pura folga?

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

Há uns dias atrás eu estava conversando com uma pessoa que não é cristã e essa pessoa me disse: “Eu sou mais pro Budismo, sabe? Porque é o lugar onde me sinto bem, onde encontrei maior aceitação pro estilo de vida que levo.”

Aí então, eu parei pra pensar… Como o ser humano é folgado, né? Puxa, nós queremos somente aquilo que nos deixa confortáveis, que massageia nosso ego, que não nos incomoda a mudar….bem diferente do exemplo de Jesus que abriu mão de toda a Sua glória por amor a nós, né? (Filipenses 2)

É engraçado ver como a “síndrome de Gabriela” (eu nasci assim, vou ser sempre assim…) se espalhou tão rapidamente em nossa sociedade, e digo, pra minha vergonha, no meio dos cristãos… Daqueles que se dizem seguidores de Cristo…

Outra frase que já ouvi muito também: “Não estou mais na igreja X, pois não me sinto bem lá”. E quem foi que disse que somos nós que temos de nos sentir bem na igreja? Muito pelo contrário, é o Espírito Santo que tem que se sentir bem e à vontade pra trabalhar em nós! Agora imagine só… Jesus está aí habitando em você, aí você peca e Jesus fala: “Pois é… Não me sinto bem aqui, vou embora!” Nossa! Se fosse assim, onde eu estaria? Complicado e delicado, não?

Jesus não foi aceito e ainda não é por muita, muita gente mesmo… Mas isso não o fez desistir da obra para a qual se voluntariou!

Deus nos ama apesar do pecado, e nos transforma apesar do pecado!

Creio que é muito melhor sofrer as “dores” momentâneas de uma mudança real de vida do que permanecer “Gabriela” e o sofrimento não ter fim (sim, refiro-me ao inferno, e esse lugar é bem real!).

Você, que quer tanto ser aceito do jeito como é… Está disposto a aceitar a Jesus e a nova vida que Ele pode te dar do jeito que é?

 

 

Alyne Romeiro

kids

Conflito árabe-israelense: o que temos a ver com isso?

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

65 anos de fundação do Estado de Israel e mais tempo ainda de conflitos e guerras entre israelenses e palestinos.

A quem realmente pertence a terra? A resposta está em Salmos 24.1-2: “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem; pois foi Ele quem fundou-a sobre os mares e firmou-a sobre as águas“.

Por que queremos nos meter neste conflito, dizendo qual “lado” está certo e apoiado por Deus, se “não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13.14)? É em favor do Reino de Deus que devemos lutar.  Um Reino eterno e espiritual, um reino que não está limitado a um povo, mas é formado por gente de todos os povos, tribos, línguas e nações, gente justificada pelo sangue de Cristo, gente que foi salva por Ele da destruição e morte eternas.

Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2 Co 5.17–20).

Como embaixadores do Reino, devemos levar a mensagem de reconciliação de Deus com os homens. Por isso, nossa preocupação não deve ser quem tem o direito à terra, mas ganhar israelenses e palestinos para Cristo. Se morrerem sem Cristo de nada adiantará a posse da terra. Essa sim é a maior tragédia!

 

Estevão Medeiros

Sky-194

Leve e deixe levar

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

“Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.” (Gálatas 6.2)


A lei de Cristo é a lei do amor. Ajudar nossos irmãos! A maioria de nós sente prazer nisso (às vezes até uma pitada de orgulho), quando um irmão confia-nos um fardo significa que somos dignos de confiança e isso é bom!

Também é uma certa responsabilidade, pois temos que estar sempre prontos a confortar ou exortar o irmão, estar em comunhão com Deus para que sempre tenhamos um conselho guiado pelo Espírito Santo.

Mas, estamos dispostos a também confiarmos os nossos fardos aos irmãos? Essa é uma boa maneira de nos testar: o coração egoísta não quer levar os fardos dos outros; o coração orgulhoso até quer levá-los mas não aceita que levem os seus; o coração que cumpre a lei de Cristo divide os fardos!

Uma ajuda financeira, um conselho, uma carona, um abraço, um ouvido… Você pode oferecer hoje e precisar amanhã.

Lembrem-se: somente cumpriremos a lei de Cristo se levarmos os fardos dos outros e deixarmos que os outros levem os nossos.

 

Doni Borçatto

suicidio

Suicídio

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

É preciso falar…


O suicídio é um tema complexo que ao longo dos séculos atraiu a atenção de filósofos, antropólogos, teólogos, médicos, artistas entre outros. Tendo em vista o crescimento do número de pessoas que tiram a própria vida, hoje ele é visto como um problema grave de saúde pública que requer a nossa atenção.

Segundo estudo feito pela Daiane Borges Machado e Darci Neves dos Santos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), as pessoas que mais se suicidaram no Brasil, entre os anos 2000 e 2012, foram as menos escolarizadas, indígenas, e homens maiores de 59 anos. Em cartilha publicada este mês pela OMS, são listadas outras causas que influenciam o ato, como o uso de álcool e drogas, perda ou luto e outros transtornos mentais como a depressão e a esquizofrenia.

Entre os jovens, os comportamentos suicidas, muitas vezes envolvem motivações complexas, como a perda de relações românticas, a incapacidade de lidar com desafios acadêmicos e a baixa auto-estima. Em declaração para reportagem do G1, o psiquiatra João Manoel Bartolete considera que “ estudos feitos na cidade de São Paulo sugerem que a falta de perspectiva de vida para muitos jovens, aliada à desatenção e ao despreparo do sistema público de saúde agravam ainda mais a situação”.

A prevenção do suicídio envolve uma séria de atividades, integrando o controle dos fatores ambientais de risco ao tratamento eficaz da desordem mental. Se dispor a se aproximar de pessoas que demonstram sofrimento e apresentam mudanças de comportamento, também é indicado por especialistas. Caso não se sinta capaz de lidar com o problema, Bartolete aconselha a buscar “quem possa fazê-lo mais adequadamente como um médico, enfermeiro, psicólogo ou até um líder religioso”.

 

Rute Rodrigues

fe

A Fé simples

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

Semana passada tive uma experiência interessante.

Tenho um grupo de amigos, nós nos conhecemos pela internet há alguns anos atrás. Supostamente todos cristãos. De repente começou um debate sobre criacionismo x evolucionismo e logo surgiu um festival de teorias, explicações, argumentos e muita arrogância.

Para minha surpresa e tristeza tinham dois “cristãos” ridicularizando a ideia de que Deus criou todas as coisas. As pessoas pareciam tão sábias ali, com argumentos tão técnicos que eu me senti inferior demais pra opinar. Quando uma menina postou o seguinte:

 

“Acho assim oh….

Deus é soberano

Não existe um átomo em vão

E que Deus não tenha o governo dele

Não significa que tudo é da vontade dEle

Mas tudo permissivo

Se não é assim

Ele não seria soberano

Não seria Deus”

 

Tão simples! Tão sincero…

Ela não ganhou o debate (de fato, riram um pouco dela), mas e daí? Milena (a menina que fez o tal comentário) me ensinou que vale a pena ter uma fé simples!

Cadê a lógica num carpinteiro que se diz Deus, morrendo numa cruz para nos dar o perdão dos pecados e um lugar no Paraíso? Que loucura!

Em tempos onde todo mundo sabe de tudo, nos lembremos que a nossa mensagem é loucura e fraqueza. Estudar e saber argumentar é importante, claro! Mas que o conhecimento nunca mate a fé simples!

 

“Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem.” (1Coríntios 1.25)

 

Doni Borçatto

silencio

O som do silêncio

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

Silêncio, às vezes, é tudo que eu peço a Deus. Silêncio ao meu redor, mas principalmente quietude de mente.

Estamos cheios de barulhos ao nosso redor – perdoe-me te incluir nessa -, mas a verdade é que estamos fartos disso e não nos damos conta. É a buzina do trânsito, o barulho das construções, a agitação das ruas, os clientes, o chefe e a multidão que no vai e vem da rotina.

E como somos pressionados.  A crescer, mudar, melhorar, crescer mais, ser melhor. Essa pressão é extremamente barulhenta e cansativa. Querem que sejamos os melhores na escola, no vestibular na igreja, nos esportes no trabalho… Temos que ser bons com nossos pais, irmãos, esposa, marido, amigos, inimigos, temos que amar, temos que ser santos, evangelizar e dar bom testemunho. Ainda assim nada é suficiente, porque no fim a gente vai errar e chegar à conclusão de que somos um bando de pecadores medíocres.

Sim, somos medíocres! A maioria de nós pelo menos, eu com certeza, e provavelmente você também, só que nos forçam a não admitir isso. Querem que você seja o vencedor, o rico o mais desejado. Falam que não podemos parar, dar uma pausa nas atividades. Retroceder jamais!

No entanto, precisamos do silêncio. Não somente para dormir ou simplesmente relaxar, mas para tentar nos ouvir e nos entender. Para nos sensibilizarmos com as pessoas que estão ao nosso redor, para nos tornarmos sensíveis à Deus.

Só que aí eu me lembro das contas a pagar . Que eu tenho que resolver um monte de coisas e também crescer profissionalmente.Tenho que consumir, fazer o capital girar. Aff…

Eu sei, você sabe. Conquistar e fazer coisas é muito bom e o trabalho é necessário. Uma vida produtiva é desejável, e se equilibrada, sem dúvida, sadia.

Mas hoje eu clamo pelo deserto. Porque foi lá que meu Mestre foi-se retirar, foi lá que Ele encarou o diabo. Porque no barulho não conseguimos saber quem é ou como se manifesta o inimigo da nossa alma.

Eu quero trilhar pelo caminho onde só há chão, céu e árvores ao meu redor. Nesse caminho só há o barulho do vento batendo nas folhas das árvores. Porque quem sabe ali eu vou poder ouvir também o vento do Espírito Santo soprar e me consolar.

Eu quero um lugar frio. Árvores com galhos secos me cercando. Vento cortante. Nariz adormecido. Porque ali eu sei que os braços acolhedores do Pai vão me aquecer.

Eu quero o lugar mais sombrio. A caverna mais escura, mais distante. Porque no vale das sombras da morte encontrarei finalmente com Deus, minha luz e salvação. Ou quem sabe, como na Caverna de Adulão, assim como Davi, encontre os meus parceiros de vida.

 

Rodolpho Malkov

15320092843_8e3d678e54_b

Sobre a tristeza e a autenticidade

De | Blog, Vida Cristã | Nenhum comentário

Sabe aquele momento em que você tem a sensação de ter sido jogado sozinho no mar à noite, de repente, do convés de um navio em movimento?


Aquele momento em que você foi traído, desprezado, ofendido, demitido, enganado, que perdeu um ente querido, que terminou um relacionamento. Aquela hora que você sente que feriu alguém, que fez coisa errada, por fim, que pecou.

Escuridão, solidão, enfim, a tristeza passa a ser sua companheira.

E aí pergunto, como lidar com esse sentimento?

Nossa sociedade, no geral, dá várias formas para combater a tristeza. Livros de autoajuda, confissão positiva, medicamentos e drogas, por exemplo. Tudo para promover uma fuga, ainda que só por um momento, um disfarce, uma mentira…

Dentro da igreja percebe-se erro semelhante. Também se usa a arma do disfarce e da máscara.

Cumprimentam com “a paz do Senhor”, e a gente responde “a paz, meu querido” como um protocolo a ser seguido, uma regra de que como crente temos que mostrar que estamos bem, sempre alegres.

Há quem sempre relacione, erroneamente, tristeza com pecado. Isso inibe e distancia aquele que está em uma fase complicada da vida.

É verdade, é difícil encarar a tristeza, é um processo doloroso e ruim, mas é aí que também podemos extrair lições importantes e boas. A dor gera reflexão.

Difícil parar para pensar quando tudo está dando certo.

Quem reflete quando está comemorando um gol do seu time, quando está frente a um banquete, na hora que recebe um aumento de salário ou namorando?

A tristeza no rosto torna o nosso coração melhor. É assim que está escrito em Eclesiastes 3.7.

Quem está satisfeito, que não precisa se adaptar, que foge da dificuldade e que não se incomoda com nada, pouco cria ou produz. Ficamos mais sensíveis quando estamos tristes. Inclusive à voz de Deus. A disposição para orar cresce na medida em que sofremos.

Alguém disse: “Deus trabalha no turno da noite”. Enquanto você chora, Deus ouve o seu clamor. “Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa” (Isaías 41:10).

Deus não te abandonou. Você não está sozinho.

Procuremos ser autênticos e verdadeiros com nós mesmos, com nossos irmãos e principalmente com Deus. Somente assim podemos começar a tratar aquilo que nos causou feridas e que nos angustia, só assim podemos ouvir a voz de Deus e dar um passo adiante, rumo à mudança e à alegria.

 

 

Rodolfo Malkov