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Leve e deixe levar

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“Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.” (Gálatas 6.2)


A lei de Cristo é a lei do amor. Ajudar nossos irmãos! A maioria de nós sente prazer nisso (às vezes até uma pitada de orgulho), quando um irmão confia-nos um fardo significa que somos dignos de confiança e isso é bom!

Também é uma certa responsabilidade, pois temos que estar sempre prontos a confortar ou exortar o irmão, estar em comunhão com Deus para que sempre tenhamos um conselho guiado pelo Espírito Santo.

Mas, estamos dispostos a também confiarmos os nossos fardos aos irmãos? Essa é uma boa maneira de nos testar: o coração egoísta não quer levar os fardos dos outros; o coração orgulhoso até quer levá-los mas não aceita que levem os seus; o coração que cumpre a lei de Cristo divide os fardos!

Uma ajuda financeira, um conselho, uma carona, um abraço, um ouvido… Você pode oferecer hoje e precisar amanhã.

Lembrem-se: somente cumpriremos a lei de Cristo se levarmos os fardos dos outros e deixarmos que os outros levem os nossos.

 

Doni Borçatto

Qual é o som? #2

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Fala galera!!

Mais um #QualÉoSom e a música de hoje é do Rosa de Saron – cartas ao remetente.

E se você tivesse só o amanhã? O que faria? Como aproveitaria seu ultimo dia de vida? Qual seria sua ultima oração?
Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento.

Eclesiastes 11:9 (NVI)

Suicídio

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É preciso falar…


O suicídio é um tema complexo que ao longo dos séculos atraiu a atenção de filósofos, antropólogos, teólogos, médicos, artistas entre outros. Tendo em vista o crescimento do número de pessoas que tiram a própria vida, hoje ele é visto como um problema grave de saúde pública que requer a nossa atenção.

Segundo estudo feito pela Daiane Borges Machado e Darci Neves dos Santos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), as pessoas que mais se suicidaram no Brasil, entre os anos 2000 e 2012, foram as menos escolarizadas, indígenas, e homens maiores de 59 anos. Em cartilha publicada este mês pela OMS, são listadas outras causas que influenciam o ato, como o uso de álcool e drogas, perda ou luto e outros transtornos mentais como a depressão e a esquizofrenia.

Entre os jovens, os comportamentos suicidas, muitas vezes envolvem motivações complexas, como a perda de relações românticas, a incapacidade de lidar com desafios acadêmicos e a baixa auto-estima. Em declaração para reportagem do G1, o psiquiatra João Manoel Bartolete considera que “ estudos feitos na cidade de São Paulo sugerem que a falta de perspectiva de vida para muitos jovens, aliada à desatenção e ao despreparo do sistema público de saúde agravam ainda mais a situação”.

A prevenção do suicídio envolve uma séria de atividades, integrando o controle dos fatores ambientais de risco ao tratamento eficaz da desordem mental. Se dispor a se aproximar de pessoas que demonstram sofrimento e apresentam mudanças de comportamento, também é indicado por especialistas. Caso não se sinta capaz de lidar com o problema, Bartolete aconselha a buscar “quem possa fazê-lo mais adequadamente como um médico, enfermeiro, psicólogo ou até um líder religioso”.

 

Rute Rodrigues

A Fé simples

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Semana passada tive uma experiência interessante.

Tenho um grupo de amigos, nós nos conhecemos pela internet há alguns anos atrás. Supostamente todos cristãos. De repente começou um debate sobre criacionismo x evolucionismo e logo surgiu um festival de teorias, explicações, argumentos e muita arrogância.

Para minha surpresa e tristeza tinham dois “cristãos” ridicularizando a ideia de que Deus criou todas as coisas. As pessoas pareciam tão sábias ali, com argumentos tão técnicos que eu me senti inferior demais pra opinar. Quando uma menina postou o seguinte:

 

“Acho assim oh….

Deus é soberano

Não existe um átomo em vão

E que Deus não tenha o governo dele

Não significa que tudo é da vontade dEle

Mas tudo permissivo

Se não é assim

Ele não seria soberano

Não seria Deus”

 

Tão simples! Tão sincero…

Ela não ganhou o debate (de fato, riram um pouco dela), mas e daí? Milena (a menina que fez o tal comentário) me ensinou que vale a pena ter uma fé simples!

Cadê a lógica num carpinteiro que se diz Deus, morrendo numa cruz para nos dar o perdão dos pecados e um lugar no Paraíso? Que loucura!

Em tempos onde todo mundo sabe de tudo, nos lembremos que a nossa mensagem é loucura e fraqueza. Estudar e saber argumentar é importante, claro! Mas que o conhecimento nunca mate a fé simples!

 

“Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem.” (1Coríntios 1.25)

 

Doni Borçatto

Qual é o som? #1

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Hoje é feriado e dia de estréia!

Todas as quartas-feiras teremos a série #QualÉoSom , onde recomendaremos músicas para os mais variados gostos. De repente você se amarra em uma banda nova, não é mesmo?

E já que hoje é dia de estreia, que tal uma música que acabou de lançar e já gostamos? “Oficina G3: Tudo é Vaidade”

Essa é pra lhe fazer pensar sobre suas atitudes. Você é a mesma pessoa em diferentes lugares ou vive de máscaras? Se liga, rapaz! Se você segue a Palavra, não precisa ser um personagem em sua própria ilusão.

Tem alguma sugestão? Deixe nos comentários.

O som do silêncio

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Silêncio, às vezes, é tudo que eu peço a Deus. Silêncio ao meu redor, mas principalmente quietude de mente.

Estamos cheios de barulhos ao nosso redor – perdoe-me te incluir nessa -, mas a verdade é que estamos fartos disso e não nos damos conta. É a buzina do trânsito, o barulho das construções, a agitação das ruas, os clientes, o chefe e a multidão que no vai e vem da rotina.

E como somos pressionados.  A crescer, mudar, melhorar, crescer mais, ser melhor. Essa pressão é extremamente barulhenta e cansativa. Querem que sejamos os melhores na escola, no vestibular na igreja, nos esportes no trabalho… Temos que ser bons com nossos pais, irmãos, esposa, marido, amigos, inimigos, temos que amar, temos que ser santos, evangelizar e dar bom testemunho. Ainda assim nada é suficiente, porque no fim a gente vai errar e chegar à conclusão de que somos um bando de pecadores medíocres.

Sim, somos medíocres! A maioria de nós pelo menos, eu com certeza, e provavelmente você também, só que nos forçam a não admitir isso. Querem que você seja o vencedor, o rico o mais desejado. Falam que não podemos parar, dar uma pausa nas atividades. Retroceder jamais!

No entanto, precisamos do silêncio. Não somente para dormir ou simplesmente relaxar, mas para tentar nos ouvir e nos entender. Para nos sensibilizarmos com as pessoas que estão ao nosso redor, para nos tornarmos sensíveis à Deus.

Só que aí eu me lembro das contas a pagar . Que eu tenho que resolver um monte de coisas e também crescer profissionalmente.Tenho que consumir, fazer o capital girar. Aff…

Eu sei, você sabe. Conquistar e fazer coisas é muito bom e o trabalho é necessário. Uma vida produtiva é desejável, e se equilibrada, sem dúvida, sadia.

Mas hoje eu clamo pelo deserto. Porque foi lá que meu Mestre foi-se retirar, foi lá que Ele encarou o diabo. Porque no barulho não conseguimos saber quem é ou como se manifesta o inimigo da nossa alma.

Eu quero trilhar pelo caminho onde só há chão, céu e árvores ao meu redor. Nesse caminho só há o barulho do vento batendo nas folhas das árvores. Porque quem sabe ali eu vou poder ouvir também o vento do Espírito Santo soprar e me consolar.

Eu quero um lugar frio. Árvores com galhos secos me cercando. Vento cortante. Nariz adormecido. Porque ali eu sei que os braços acolhedores do Pai vão me aquecer.

Eu quero o lugar mais sombrio. A caverna mais escura, mais distante. Porque no vale das sombras da morte encontrarei finalmente com Deus, minha luz e salvação. Ou quem sabe, como na Caverna de Adulão, assim como Davi, encontre os meus parceiros de vida.

 

Rodolpho Malkov

Sobre a tristeza e a autenticidade

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Sabe aquele momento em que você tem a sensação de ter sido jogado sozinho no mar à noite, de repente, do convés de um navio em movimento?


Aquele momento em que você foi traído, desprezado, ofendido, demitido, enganado, que perdeu um ente querido, que terminou um relacionamento. Aquela hora que você sente que feriu alguém, que fez coisa errada, por fim, que pecou.

Escuridão, solidão, enfim, a tristeza passa a ser sua companheira.

E aí pergunto, como lidar com esse sentimento?

Nossa sociedade, no geral, dá várias formas para combater a tristeza. Livros de autoajuda, confissão positiva, medicamentos e drogas, por exemplo. Tudo para promover uma fuga, ainda que só por um momento, um disfarce, uma mentira…

Dentro da igreja percebe-se erro semelhante. Também se usa a arma do disfarce e da máscara.

Cumprimentam com “a paz do Senhor”, e a gente responde “a paz, meu querido” como um protocolo a ser seguido, uma regra de que como crente temos que mostrar que estamos bem, sempre alegres.

Há quem sempre relacione, erroneamente, tristeza com pecado. Isso inibe e distancia aquele que está em uma fase complicada da vida.

É verdade, é difícil encarar a tristeza, é um processo doloroso e ruim, mas é aí que também podemos extrair lições importantes e boas. A dor gera reflexão.

Difícil parar para pensar quando tudo está dando certo.

Quem reflete quando está comemorando um gol do seu time, quando está frente a um banquete, na hora que recebe um aumento de salário ou namorando?

A tristeza no rosto torna o nosso coração melhor. É assim que está escrito em Eclesiastes 3.7.

Quem está satisfeito, que não precisa se adaptar, que foge da dificuldade e que não se incomoda com nada, pouco cria ou produz. Ficamos mais sensíveis quando estamos tristes. Inclusive à voz de Deus. A disposição para orar cresce na medida em que sofremos.

Alguém disse: “Deus trabalha no turno da noite”. Enquanto você chora, Deus ouve o seu clamor. “Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa” (Isaías 41:10).

Deus não te abandonou. Você não está sozinho.

Procuremos ser autênticos e verdadeiros com nós mesmos, com nossos irmãos e principalmente com Deus. Somente assim podemos começar a tratar aquilo que nos causou feridas e que nos angustia, só assim podemos ouvir a voz de Deus e dar um passo adiante, rumo à mudança e à alegria.

 

 

Rodolfo Malkov

Sobre aprender e descansar

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Te convido a meditar um pouco sobre duas passagens da vida de Pedro. Veremos uma diferença bem evidente.

 


 

A primeira passagem está em Mt 8.23-27. Os discípulos estão no barco com Jesus, logo após terem sido testemunhas de um milagre. De repente uma forte tempestade os atingiu! Como pescadores experientes que eram, podemos deduzir que pelo desespero deles essa tempestade foi realmente forte!

O versículo 24 nos diz que eles encontraram Jesus dormindo, e isso de certa maneira os irritou. “Como o Senhor pode dormir enquanto morremos?!”.

Jesus faz o milagre de acalmar a tempestade e a lição foi que não deveriam temer circunstâncias externas, Ele tinha poder até sobre os ventos e o mar, por isso podia dormir.

Certamente isso foi muito marcante pra Pedro.

Passou-se muito tempo. Jesus morreu, ressuscitou, subiu aos Céus, o Espírito foi derramado, a Igreja começou e Pedro já tinha tido muitas experiências como um dos líderes da Igreja em Jerusalém.

Agora a segunda passagem que está em Atos 12.1-19. Nessa ocasião Pedro está preso por causa do Evangelho. Herodes tinha matado Tiago, e isso agradou os judeus, então ele pretendia fazer o mesmo com Pedro. Prendeu-o e ele seria julgado no dia seguinte. Certamente condenado à morte.

Veja o versículo 6: “Na noite anterior ao dia em que Herodes iria submetê-lo a julgamento, Pedro estava dormindo entre dois soldados…”.
Como pode alguém dormir sabendo que seria sentenciado à morte no dia seguinte?! E não apenas dormindo, era um sono pesado pois o versículo 7 diz que não bastou a aparição e a luz forte, o anjo precisou cutucar Pedro para que ele acordasse!

Pedro aprendeu aquela lição que o Mestre ensinou dormindo no meio de uma tempestade. Também passamos por situações assim. Podemos nos lembrar de experiências anteriores e atestar que poderíamos ter descansado ao invés de nos desesperar. Vejamos também experiências de homens e mulheres registradas na Bíblia ou ao longo da história da Igreja, a conclusão que chegamos é que nunca alguém se arrependeu de descansar em Jesus!

Pedro cantaria com muito entusiasmo aquele hino escrito no séc.XIX:

“As ondas atendem ao meu mandar: Sossegai!

Seja o encapelado mar, a ira dos homens, o gênio do mal:

Tais águas não podem a nau tragar, que leva o Senhor, Rei do Céu e mar,

Pois todos ouvem o meu mandar: – Sossegai, sossegai!

Convosco estou para vos salvar: Sim, sossegai!”

Doni Borçatto

“Porque morrerás e não viverás. ”

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Texto base: Isaías 38.1-21


O capítulo citado trata da enfermidade que acometeu o rei Ezequias, rei de Judá, um homem extremamente zeloso com o Deus que servia. A Bíblia diz que “depois dele não houve semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. ” (2 Rs 18.5). Para termos uma ideia da determinação e postura de Ezequias, foi ele quem reparou e purificou o templo, restabeleceu a celebração da Páscoa e combateu com firmeza a idolatria e paganismo entre o povo, inclusive, mandando destruir a serpente de bronze que Moisés fizera (Nm 21.6-9), pois estava servindo de objeto de idolatria pelos judeus.

Analisando superficialmente, podemos achar que a atitude dele foi normal e teríamos feito a mesma coisa, mas pense um pouco: Ezequias mandou destruir um objeto feito segundo a ordem do Senhor, por um dos profetas mais respeitados pelo povo, e que estava sendo adorado por diversas pessoas naqueles dias. Acho que isso requer muita coragem e conhecimento de Deus, não?

Pois apesar de seu histórico, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal (provavelmente um tipo de câncer, segundo alguns estudiosos), e Deus manda o profeta Isaías ir até ele e dizer:

“Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás. ” (Is 38.1)

Duras palavras…se receber essa sentença de um médico já é algo difícil e doloroso, imagine receber do próprio Deus? O que fazer? A quem recorrer, se aquele que tem a soberania sobre tudo já determinou o seu fim?

No entanto, vivemos as nossas vidas sem perceber algo muito importante: todos nós já recebemos a mesma sentença. E caso Jesus Cristo não volte antes, estamos destinados ao mesmo fim.

Cada um de nós terá o seu dia derradeiro, e não sabemos se será hoje, amanhã ou daqui a 50 anos. O fato é que podemos estar diante do Criador quando menos esperamos. A cada dia, diminuímos o dia desse encontro, e para alguns, o tempo do que foi feito já é maior do que aquilo que ainda se pode fazer.

E como tem sido os nossos preparativos para esse momento? E se o profeta chegasse diante de você agora e dissesse “põe em ordem a tua casa, porque morrerás”?

Será que poderíamos dizer a ele: “minha casa está em ordem, posso ir agora”?

Será que lembraríamos dos nossos últimos dias com tranquilidade, sabendo que andamos com retidão e temor?

Será que olharíamos nosso ministério, e iríamos sorrir satisfeitos com tudo o que fizemos?

Sabemos que nossos dias são agitados, e fazemos diversos planos para o futuro. Imaginamos aonde queremos estar daqui a 10 anos, o que queremos comprar ano que vem, aonde iremos no próximo fim-de-semana. Evidentemente, não pretendo criticar aqueles que planejam os seus próximos passos, até porque também faço isso, e é algo absolutamente prudente de nossa parte. Mas será que nessa vida que vivemos, em meio a toda correria, temos absoluta certeza que nossa casa está em ordem?

Escrevendo o texto, me lembrei de pessoas que falei de Cristo em algumas oportunidades, e que ainda não o aceitaram. Lembrei de coisas que pretendia fazer quando me converti, e que ainda não fiz. Talvez seja a hora de retomar e fazer aquilo que Deus já havia colocado em meu coração, e que por uma ou outra razão, ainda não as fiz. E você, também tem algo por fazer?

Na história de Ezequias, ele chorou e orou, e o Senhor acrescentou a ele 15 anos de vida. Mas até esse acréscimo só foi feito pela fidelidade e inteireza de coração que o rei andava diante de Deus, conforme o texto relata em Isaías 38:3. Se não fosse por isso, com certeza Deus não teria atendido a sua oração e prolongado os seus dias.

Para finalizar, cito uma música de uma banda muito conhecida, que ilustra bem a mensagem desse texto e resume como deveria ser a nossa postura:

“Viver cada dia como seu eu estivesse às vésperas da tua volta”.

Depois de tudo – Banda Resgate (Álbum: Ainda não é o último).

Nele vivemos, nos movemos e existimos.

 

 

Leandro M. Sawada