Aprendendo com o Carnaval

De 01/03/2017Blog
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“É de “Alele, Ile e ilejá”. Essa foi a “Quizomba” de um povo feliz, que acredita que não desiste que trabalha muito. A nossa sorte é ter um povo como o nosso, povo que trabalha muito que faz mutirão alegre e feliz.”
Eduardo Santos – Presidente da Escola Acadêmicos do Tatuapé.
http://g1.globo.com/…/academicos-do-tatuape-e-a-campea-do-c…


Essa foi uma das primeiras falas do Campeão do Carnaval 2017 em São Paulo. Ouvi muitas outras, onde o que mais se destacou foi a gratidão e a dedicação de todos os integrantes da escola, que investiram muito tempo e dinheiro, noites em claro, mutirões para que tudo saísse perfeito, tudo lindo! E ao que podemos notar todo o sacrifício dessa galera valeu a pena, pois foram recompensados com o titulo de campeã.

Fiquei muito pensativo ao ver a entrevista e coloquei-me a pensar na situação da Igreja Evangélica no Brasil. Nesse mesmo feriado muitos “crentes” estavam em seus “retiros espirituais”, outros, como eu curtindo a família, outros evangelizando (e sendo criticados), outros dançando e desfilando literalmente no carnaval, outros fazendo proselitismo às suas ideias e convicções doutrinárias, outros criticando tudo, e muitos, muitos mesmo não fazendo nada.

Fiz-me a pergunta: Porque o cristão investe tão pouco em sua vida ou nas atividades cristãs quando são convocados por sua igreja, mas investem tanto em coisas que aparentemente são tão irrelevantes.

Temos perdido tanto tempo nos atacando e investindo tão pouco na pregação do evangelho, em missões, em ações sociais, em servir ao próximo, em servirmos dentro da nossa igreja, da nossa comunidade.

Nas redes sociais, só vemos ataques, não ao pecado, mas ao irmão que pensa “soteriologicamente” diferente.

Igreja acorda!!!

Tanta gente pagando caro, investindo alto para ir direto para o inferno e o que estamos fazendo?

Precisamos, como igreja, fazer a diferença para o Reino de Deus, não para o seu “pastor”. Precisamos buscar mais a Deus.

Sair das quatro paredes. E para isso buscarmos o poder do Alto.

“A maior necessidade [da igreja} dos nossos dias, é o poder do Alto”. (Charles Finney)

Pelo visto temos muito que aprender com o carnaval.

Os membros das Escolas de Samba são unidos, ajudam-se, não são preguiçosos, investem muito do seu tempo e do seu dinheiro. Não medem esforços para o que eles chamam de “ o grande dia”.
Fazem tudo para conquistar seus objetivos (ainda que nós os “evangélicos” nos reservemos o direito de os criticá-los).

Uma fantasia de Carnaval, das mais simples, chega a R$ 1.000,00. Quando mencionamos R$ 50,00 para um passeio entre os “irmãos da Igreja”, é caro, ninguém tem tempo ou dinheiro.

Carnavalescos se revezam em diversas atividades para que a produção na escola não pare. Muitos trabalham o dia inteiro e à noite vão servir nas suas respectivas escolas varando a noite. E quando perguntados o porque de tudo isso, a resposta é a seguinte: Amor. Eu amo a minha escola! (Como eu ouvi isso).

Na igreja, poucos são os crentes que participam de uma Vigília de Oração, de uma Escola Bíblica, de estarem em comunhão. Ah! eles também dizem amar a Deus e também sua igreja.

“Há maior número de pessoas dispostas a se afastar do pecador do que dispostas a se afastarem do pecado.” (Dwight L. Moody)

No ano de comemoração dos 500 Anos da Reforma, tenho a impressão de que essa reforma está longe de terminar.

Precisamos falar menos e fazer mais. Até que Ele volte!

“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” Rm 1.16

“Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.” Ef 5.14

Só para lembrar, eu também, assim como você, sou igreja.

Pr. André Enrique