3 pilares do relacionamento do cristão com o Senhor

De 16/08/2016Blog, Vida Cristã
pilares

Texto-base: 1 Cr 16.8-12


“Deus jamais foi visto por alguém”, escreveu o apóstolo João (Jo 1.18). O texto indica, portanto, que homem algum é capaz de conhecer a Divindade em sua plenitude, sua totalidade, sem que desfaleça (Êx 33.20). No entanto, o mesmo versículo nos consola ao anunciar que Cristo, o Verbo encarnado, revelou o Pai e Seu amor incomparável à toda humanidade.

Ainda que não compreendamos totalmente Sua natureza (Jó 11.7), somos encorajados pela Palavra a empregar esforços para conhecer o Senhor (Os 6.3). O texto-base, 1 Cr 16.8-12, apresenta três pilares da conduta do cristão em seu relacionamento com Deus, por meio dos quais O reconhece como:

  • O alvo de sua adoração e celebração;
  • A fonte de sua alegria, força, socorro e esperança;
  • O conteúdo de sua mensagem ao mundo.

O alvo da sua adoração e celebração

Existem essencialmente dois papéis em um culto: adorado e adorador. Nós, cristãos, somos adoradores, enquanto o Senhor é o adorado.

Ao nos reunirmos para celebrar, nosso objetivo não pode ser outro senão enaltecer a majestade e perfeição do eterno Deus, nosso Pai. Quando percebemos que temos nos afastado deste princípio, devemos refletir a respeito de nossa conduta e, pedindo graça ao Senhor para praticar genuína atitude de adoração, nos aproximarmos dEle com confiança (Hb 4.15,16).

A fonte de sua alegria, força, socorro e esperança

O Senhor é o sustentador da vida, quaisquer que sejam as formas pelas quais ela se manifeste (Dn 5.23; At 17.28; Hb 1.3). Sendo sustentador, Ele é, por consequência, provedor, conhecendo plena e perfeitamente nossas necessidades espirituais, emocionais e físicas (Mt 6.33; Fp 4.19). Quando sentimos carência de algo, busquemos a face do Senhor, pois Ele é a fonte de tudo que é bom (Tg 1.17). Ele e Sua obra nos alegram (Sl 126; Rm 15.13; Fp 4.4), Ele é a nossa força (Sl 60.12), dEle vem nosso socorro (2 Cr 20.20) e Ele é a nossa esperança (1 Tm 1.1).

O conteúdo de sua mensagem ao mundo

Nos registros da Lei, é notável o interesse do Senhor de que os milagres testemunhados pelo povo israelita, bem como as ordenanças que este havia recebido de Deus, fossem transmitidos à sua descendência (Êx 12.14,25-27; 13.8-10). Nós, cristãos, também fomos comissionados a anunciar ao mundo as boas novas de salvação reveladas por Cristo e consumadas na cruz, ensinando acerca de Deus e Seus grandiosos feitos (Mt 28.18-20; Lc 9.1-2; 10.1-3,8-11; At 2.22-41; 2 Tm 4.2). Ao falar, o cristão deve representar os interesses de Deus, pois é Seu embaixador (2 Co 5.20).

Conclusão

Refletir sobre esse cântico, que também pode ser lido em Sl 105, nos maravilha, pois demonstra que, quando olhamos para o alto, vemos o Senhor entronizado, então, O adoramos. Nos voltamos para os fundamentos de nossa vida e, percebendo que Ele a sustenta, somos consolados e nos rendemos em gratidão. Por fim, quando falamos, sentimos Seu amor e compaixão fluir através de nós e somos renovados pela Sua presença em nosso interior.

 

“Pois dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre!

Amém.” (Rm 11.36).

 

Davi Cardoso